Práticas psicomotoras como estratégia para a inclusão: uma perspectiva baseada na teoria bioecológica
DOI:
https://doi.org/10.21439/conexoes.v20.4201Palavras-chave:
Escola Inclusiva., Desenvolvimento Neuropsicomotor, Teoria Bioecológica de Bronfenbrenner., Psicomotricidade Relacional, Educação InfantilResumo
Este estudo apresenta a contribuição da Psicomotricidade Relacional para a implementação da educação inclusiva na Educação Infantil, articulada à Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano. Sua relevância reside na necessidade de práticas pedagógicas que contemplem a diversidade e promovam o desenvolvimento integral de crianças público-alvo da educação especial. Parte-se da hipótese de que a PR associada à formação docente e ao uso de instrumentos de avaliação, favorece a socialização, autonomia e aprendizagem. O objetivo central foi compreender como essa abordagem pode ser aplicada na escola regular para potencializar o desenvolvimento infantil. Trata-se de uma abordagem qualitativa, com análise documental e revisão de literatura científica e normativa, abrangendo marcos legais da inclusão no Brasil e autores das áreas: psicomotricidade, neurodesenvolvimento e educação. Os resultados indicam que práticas psicomotoras fundamentadas no brincar simbólico, na mediação afetiva e na valorização das experiências corporais promovem avanços no desenvolvimento. A articulação entre os sistemas ecológicos de Bronfenbrenner e a Pirâmide do Desenvolvimento permite compreender como as interações nos microssistemas escolares influenciam o processo de aprendizagem. Conclui-se que a atuação do psicomotricista no contexto escolar contribui para a construção de ambientes acolhedores e equitativos, favorecendo o desenvolvimento pleno e a inclusão de todas as crianças.
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