INFLUÊNCIA DA GLICOSE E DA CONCENTRAÇÃO DO INÓCULO FÚNGICO NO TRATAMENTO DE EFLUENTE DA CASTANHA DE CAJU

Kelly Rodrigues, Carla Bastos Vidal, Marcus Vinícius Freire Andrade, Carlos Ronald Pessoa Wanderley, Iolanda Cristina Silveira Duarte, Glória Marinho

Resumo


Neste trabalho foi estudado o efeito da adição de glicose e da “concentração do inóculo” no tratamento de água residuária da indústria de castanha de caju por Aspergillus niger AN 400. Em uma primeira etapa, a água residuária foi adicionada em 18 reatores, operados em batelada: 6 reatores de controle (RC) – sem inóculo, mas com micobiota natural – ; 6RFI – contendo inóculo fúngico (2 x 106 esporos/mL) e água residuária sem adição de glicose – e 6 reatores RFIG – contendo inóculo fúngico (2 x 106 esporos/mL) e água residuária com adição de glicose (0,5 g/L) . Um novo ensaio foi realizado para comparar 6 reatores de controle (RC) – sem inóculo, mas com microbiota natural –; 6 reatores RFIG – com inóculo fúngico (2 x 106 esporos/mL) e água residuária com adição de glicose (0,5 g/L) – e 6 RFIIG – contendo inóculo fúngico (2 x 104 esporos/mL) e água residuária com adição de glicose (0,5 g/L). A adição de glicose não melhorou a eficiência do processo. Independente da presença ou ausência de glicose, os reatores com inóculo fúngico obtiveram remoções de quase 100% dos fenóis. O pH do meio quase não variou e manteve-se baixo, condição que favorece o desenvolvimento dos fungos. Nos reatores com menor concentração de inóculo (2 x 104 esporos/mL) a eficiência de remoção de matéria orgânica foi de 91%, superior ao nível de 79% encontrado nos reatores inoculados com maior concentração de microrganismos (2 x 106 esporos/mL), indicando ser esta a “concentração ótima”a ser utilizada nos reatores. Nestes reatores foram ainda alcançadas, para ambas as concentrações inoculadas (RFIG e RFIIG), remoções similares de fenóis (93%)

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DOI: https://doi.org/10.21439/conexoes.v4i2.361

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