ESTRATO HERBÁCEO E FATORES HIDROSEDIMENTOLÓGICOS EM MICROBACIAS EXPERIMENTAIS COM DIFERENTES MANEJOS NO SEMIÁRIDO CEARENSE

Jacques Carvalho Ribeiro Filho, Helba Araújo de Queiroz Palácio, Eunice Maia Andrade, José Ribeiro de Araújo Neto, Francisco Emanoel Firmino Gomes

Resumo


 

Objetivou-se com o presente trabalho avaliar o efeito do bosque herbáceo sobre as respostas hidrosedimentológicas de microbacias localizadas no semiárido cearense. Foram avaliadas duas microbacias, uma apresentando cobertura vegetal caatinga nativa e a outra foi submetida ao raleamento das plantas cujo diâmetro do caule era inferior a 10 cm. As variáveis hidrosedimentológicas estudadas foram: precipitação pluviométrica, umidade do solo, escoamento superficial e perda de solo. As variáveis foram monitoradas em escala temporal de 24 horas por um período de dois anos (Jan/2010 a Dez/2011). As coletas do estrato herbáceo foram coletadas mensalmente para o mesmo período. A produção de biomassa no manejo raleado chegou a ser superior em 90%, quando comparada com o manejo de caatinga nativa para o ano de 2010. Esse maior desenvolvimento da vegetação herbácea na microbacia raleada promoveu um aumento na taxa de infiltração da água no solo, com consequente redução da lâmina escoada e das perdas de solo, tal fato promoveu uma maior umidade do solo na microbacia raleada em mais de 89% dos eventos, quando comparada com a microbacia nativa. Do ponto de vista de conservação de água e solo, o manejo do raleamento se mostra bastante adequado para o bioma caatinga.


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DOI: https://doi.org/10.21439/conexoes.v8i2.653