DEGRADAÇÃO DE CORANTE AZO EM EFLUENTE SINTÉTICO DE INDÚSTRIA TÊXTIL POR ASPERGILLUS NIGER AN 400 EM REATORES EM BATELADA

Karla Mayara Lima da Silva, Germana Marinho, Carlos Ronald Pessoa Wanderley, Glória Marinho, Kelly Rodrigues

Resumo


O uso de fungos para a degradação de corantes desponta como tecnologia que apresenta bons resultados em várias pesquisas. O presente trabalho objetivou a remoção de corante azo vermelho do congo de meio sintético, utilizando o Aspergillus niger AN 400 como inóculo de reatores em batelada. O experimento operou durante o período de 10 dias e foram avaliadas a eficiência de remoção de corante, na concentração de 30 mg/L, e matéria orgânica, medida em DQO. Os tempos de reações estudados foram: 1 dia; 3 dias; 5 dias; 7 dias e 10 dias. Durante esse período foi investigada a influência da presença e ausência de cossubstratos. Foram utilizados como cossubstratos a glicose e o etanol na concentração de 0,5 g/L. O experimento foi realizado em duplicata, com total de 60 reatores, dos quais 30 eram de controle e 30 com esporos fúngicos, contendo em todos os reatores água residuária sintética têxtil. Dentre os 30 reatores de controle, 10 eram reatores de controle com glicose, 10 de controle com etanol e 10 de controle sem cossubstrato. Os 30 reatores que receberam inóculo fúngico, 10 eram reatores com fungos e sem adição de cossubstrato, 10 com fungos e adição de glicose e 10 com fungos e adição de etanol. No 10º dia de operação foi alcançado 90% de remoção de corante nos reatores sem cossubstrato, 94% nos reatores com glicose e 91% nos reatores com etanol. Em termos de matéria orgânica, a eficiência de remoção foi de 71% nos reatores sem cossubstrato, 84% nos reatores em que a glicose foi adicionada e 55% nos reatores com etanol. No ensaio, a remoção do corante nos reatores de controle foi menor nos que possuíam etanol com percentual de 19%. Foi realizada a cinética de 2° ordem para a degradação do corante, e a constante de velocidade média foi maior nos reatores com adição de glicose.

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DOI: https://doi.org/10.21439/conexoes.v4i2.359