CONSIDERAÇÕES SOBRE O “MUNDO” DO CATADOR DE RESÍDUOS

Israel Robson Pessoa Wanderley, Tiago de Lima Dantas, Igor Márcio do Nascimento Azevedo, Kelly Rodrigues, Gemmelle Oliveira Santos

Resumo


O presente estudo é parte de um projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq) e acontece no Departamento de Química e Meio Ambiente do Instituto Federal do Ceará
(IFCE). O objetivo principal desta pesquisa é apresentar algumas informações sobre a realidade dos catadores na
comunidade do Jangurussu, como faixa etária, renda, membro que mais contribui com a renda, escolaridade e
tipo de moradia. Por meio de pesquisa de campo e aplicação de questionários observou-se que existem 156 catadores
entre as 250 famílias da comunidade do Jangurussu. Entre esses catadores a maior parte (62,8%) têm idade
entre 18 e 36 anos, ou seja, a faixa etária mais produtiva. Quanto à escolaridade, 34% são analfabetos e 59,6% têm
o ensino fundamental incompleto. No quesito renda, 81,1% ganha até um salário, ou seja, uma condição clara
de pobreza, e entre as famílias, 63,2% delas são sustentadas pela figura masculina. Por fim, observou-se que
77,4% das residências dos catadores são feitas de tijolo, o que reduz risco de acidentes. Esses dados, que têm natureza
primária, permitem chamar a atenção da sociedade e Poder Público para essa comunidade, em função do baixo nível de escolarização, da alta taxa de ocupação de mão
de obra ativa num trabalho tão rudimentar e que rende tão pouco aos sujeitos.

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DOI: https://doi.org/10.21439/conexoes.v4i1.354