TENDÊNCIAS COMPETITIVAS DA COMIDA DE RUA: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE DOIS FOOD PARKS E SEUS CONSUMIDORES.

Júlio César Ferreira Lima, Susana Dantas Coelho, Wellington Moura de Lima

Resumo


Mudanças ocorridas no estilo de vida das pessoas, em especial nas últimas décadas, foram responsáveis por transformações na alimentação cotidiana da população mundial. A combinação da agitação diária, de programas gastronômicos de TV de alcance internacional e da influência de culturas diversas, resultado da globalização, fez com que novas formas de se alimentar despontassem. Os food parks surgiram como uma proposta de aglutinação de possibilidades gastronômicas para a comida de rua. Esse estudo teve como objetivo geral comparar o potencial gastronômico e o público de 2 food parks localizados em regiões brasileiras distintas. Como objetivos específicos, buscou-se diferenciar as estruturas físicas de um food park de Fortaleza e de um food park de São Paulo; estabelecer o perfil socioeconômico dos consumidores; e contrastar o perfil gastronômico dos mesmos consumidores. Optou-se, pois, por uma pesquisa com análise quali-quantitativa, de caráter exploratório, utilizando-se como método de procedimento um estudo de caso comparativo realizado a partir da aplicação de um questionário entre os meses de janeiro e março de 2017, envolvendo pessoas a partir de 15 anos de idade, consumidores de comida de rua nas cidades de Fortaleza e São Paulo. Os resultados demonstraram que havia diferenças estruturais entre os dois food parks. Por sua vez, o público foi em grande parte formado por pessoas solteiras entre 20 e 40 anos de idade, se autodenominando possuidor de preferência gastronômica multicultural moderna e apoiador da continuidade desse nicho de comida de rua.

Palavras-chave: Gastronomia. Tendências. Comida de rua. Food parks. Consumidores.

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DOI: https://doi.org/10.21439/conexoes.v14i4.1534