Osmorregulação em moluscos: o caso do bivalve estuarino tropical Anomalocardia brasiliana (Mollusca: Bivalvia)

Michella de Albuquerque Lima, Marcelo de Oliveira Soares, Carolina Cerqueira Paiva, Frederico Moreira Osório, André Ferreira Porfírio, Helena Matthews Cascon

Resumo


Eurialinidade é uma característica necessária aos habitantes estuarinos. Este estudo avaliou os efeitos das variações de salinidade na capacidade regulatória do bivalve estuarino tropical Anomalocardia brasiliana. Para estimar as potencialidades osmorregulatórias, espécimes foram coletados vivos no estuário do rio Curu, Ceará, e transportados para o laboratório, em recipientes com água do estuário. A habilidade osmorregulatória da Anomalocardia brasiliana foi determinada através de dois procedimentos. Inicialmente, a osmolaridade da hemolinfa foi medida em várias concentrações de salinidade (0,9; 2,0; 3,5; 4,9; 5,1° BRIX) e em diferentes escalas de tempo (30, 60, 90, 120 e 300 minutos). Em seguida, foi realizada a comparação da osmolaridade da hemolinfa com a do meio e aplicados modelos estatísticos para testar a hipótese de osmorregulação. Os resultados mostraram que os espécimes foram capazes de regular a osmolaridade da hemolinfa em todas as diferentes concentrações de salinidade e escalas de tempo. Portanto, este trabalho reuniu informações importantes sobre a fisiologia do bivalve estuarino tropical A. brasiliana, devido à capacidade de regulação osmótica que a espécie apresenta.

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DOI: https://doi.org/10.21439/conexoes.v3i1.131