Monitoramento do Status Sanitário da Ostra Nativa Crassostrea gasar (Bivalvia: Ostreidae) do Estuário do Rio Jaguaribe, Ceará

Rachel Costa Sabry, Luiz Cayky da Silva Lopes, Aldevan de Lima Silva, Maximiano Pinheiro Dantas Neto

Resumo


No estuário do Rio Jaguaribe, Ceará, a ostra Crassostrea gasar é um importante recurso pesqueiro sendo comumente coletado pela comunidade para alimentação e também para o comércio local. Apesar da importância que esse bivalve representa para comunidade, na região, são poucas as pesquisas sobre a ocorrência de patógenos causadores de doenças, nesses animais. O objetivo desse trabalho foi investigar a ocorrência de parasitas em C. gasar do estuário do Rio Jaguaribe, Ceará. As coletas das ostras (N=600) foram realizadas no período de agosto de 2014 a março de 2016. Durante as coletas a temperatura e a salinidade da água foram monitoradas. Todos os moluscos foram submetidos à técnica de cultivo de tecidos em meio fluido de tioglicolato (RFTM) específica para o protozoário do gênero Perkinsus, histologia e PCR. A salinidade da água variou de 18%o a 40%o e a temperatura de 27 a 33°C. O tamanho médio das ostras no período variou de 76,69 mm±10,76 a 103,97mm±30,12. As análises macroscópicas mostraram a presença de poliquetas pertencentes ao gênero Polydora. Os ensaios de RFTM detectaram Perkinsus sp. infectando as ostras investigadas com prevalência de até 33,3%. As análises histológicas evidenciaram vírus (6,7%), bactérias (até 65,5%), os protozoários Nematopsis sp. e Ancistrocoma sp. com prevalências de 80% e 20%, respectivamente e o metazoário Urastoma sp. (13,3%). Os resultados da PCR foram positivos em apenas 3 animais dos 95 positivos no RFTM. Até o momento, nenhum dos patógenos encontrados parece representar risco potencial às ostras desse banco natural.


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DOI: https://doi.org/10.21439/conexoes.v11i6.1136